Muitos trabalhadores que sofrem acidentes graves com fogo ou eletricidade acreditam que, após receberem alta dos médicos e voltarem ao trabalho, não têm mais nenhum direito a receber do INSS. Isso é um erro comum que faz milhares de pessoas perderem dinheiro todos os anos.
Se você ficou com uma cicatriz que repuxa, perda de força na mão, dificuldade de esticar o braço ou qualquer limitação após uma queimadura, você pode ter direito ao Auxílio-Acidente.
Neste guia, explicamos de forma simples como funciona esse “pagamento extra” que o INSS deve a quem ficou com sequelas.
As queimaduras causadas por fogo ou descarga elétrica (choque) estão entre os acidentes mais traumáticos que um trabalhador pode enfrentar. Além da dor física imediata, as sequelas podem ser permanentes, limitando a capacidade de trabalho.
Se você sofreu uma queimadura e ficou com cicatrizes, limitações de movimento ou perda de sensibilidade, pode ter direito ao Auxílio-Acidente do INSS. Neste artigo, explicamos como funciona esse benefício indenizatório e o que a perícia médica avalia.
Sumário
O que é essa indenização por sequela de queimadura?
O nome técnico é Auxílio-Acidente. Imagine que ele funciona como um “seguro” que você pagou através do desconto no seu holerite.
Diferente do “Auxílio-Doença” (que você recebe quando está parado e encostado), o Auxílio-Acidente é uma indenização mensal paga para quem já voltou a trabalhar, mas não é mais “100%” o que era antes do acidente.
As 3 principais caracteristicas desse direito:
Você continua trabalhando: Você recebe o salário da empresa + o dinheiro do INSS.
É para a vida toda: O pagamento cai na sua conta todo mês até você se aposentar.
Não depende de gravidade total: Se a sua capacidade de trabalho diminuiu só um pouquinho (5% ou 10%), você já tem direito.
Sequelas por fogo (Cicatrizes e Deformidades)
Limitação de Movimento: Cicatrizes em articulações (cotovelo, dedos, joelhos) que impedem de dobrar ou esticar totalmente o membro.
Dano Estético Grave: Queimaduras no rosto ou pescoço que causem desconforto social ou dificuldade de comunicação.
Sensibilidade ao Calor/Sol: Se a sua pele ficou tão fina ou sensível que você não consegue mais trabalhar perto de máquinas quentes ou sob o sol.
Sequelas por Choque Elétrico (Descarga Elétrica)
Perda de Força: Dificuldade para segurar ferramentas, carregar peso ou fazer movimentos finos com os dedos (movimento de pinça).
Dores Crônicas e Formigamento: Danos nos nervos que causam “choques” constantes ou dormência nas mãos e pés.
Problemas de Visão ou Audição: Causados pela intensidade do arco elétrico no momento do acidente.
Como funciona a Perícia no INSS para Queimados?
Muitas pessoas perdem o benefício porque não sabem o que falar para o perito. O perito não quer saber da sua dor na hora do fogo, ele quer saber da sua limitação hoje.
| O QUE O PERITO ANALISA? | O QUE LEVAR? |
| A sequela é definitiva? | Laudo médico atualizado dizendo que a lesão está “consolidada”. |
| Houve redução de capacidade? | Exames de imagem e declaração da empresa sobre suas novas dificuldades. |
| Existe o “Nexo Causal”? | A CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) ou o Boletim de Ocorrência. |
Dica Importante: Se você precisa fazer mais esforço para fazer a mesma coisa que fazia antes, você tem direito. Não aceite o “não” do perito se você sente que seu corpo mudou.
Passo a Passo para solicitar o benefício:
Para quem busca esse direito, o caminho costuma ser este:
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Alta Médica: Você precisa ter terminado o tratamento e recebido alta do auxílio-doença.
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Documentação: Junte fotos das cicatrizes, receitas de pomadas, laudos de fisioterapia e a CAT.
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Pedido no Meu INSS: Solicite o serviço de “Auxílio-Acidente”.
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Perícia Médica: Compareça para mostrar as sequelas físicas ao médico do governo.
Dúvidas frequentes do trabalhador:
EU SOFRI ACIDENTE EM CASA, NÃO FOI NO TRABALHO. TENHO DIREITO?
O INSS NEGOU MEU PEDIDO, E AGORA?
QUANTO VOU RECEBER?
QUEM SOFREU QUEIMADURAS DE 3º GRAU TEM DIREITO A ENCOSTAR PELO INSS?
SOFRI UMA DESARGA ELÉTRICA NO TRABALHO E PERDI A FORÇA NA MÃO. O QUE FAZER?
CICATRIZ DE QUEIMADURA QUE REPUX, DÁ DIREITO A BENEFÍCIO DO INSS?
QUAL A DIFERENÇA ENTRE AUXÍLIO-DOENÇA E AUXÍLIO-ACIDENTE POR QUEIMADURA?
QUEM TEM SEQUELA DE QUEIMADURA NO ROSTO, PODE RECEBER INDENIZAÇÃO?
POSSO RECEBER AUXÍLIO ACIDENTE POR QUEIMADURA, MESMO NÃO TENDO CARTEIRA ASSINADA?
EXISTE GRAU MÍNIMO DE QUEIMADURA PARA GANHAR O PROCESSO CONTRA O INSS?
Documentos obrigatórios para Perícias de Queimaduras ou Choque:
Não adianta ter a sequela se você não tiver a prova funcional. O perito do INSS tem poucos minutos para te avaliar, então a sua documentação precisa “falar por você”.
Documentos Médicos:
Laudo Médico Especialista: Peça ao seu Cirurgião Plástico ou Ortopedista um laudo que contenha: o CID, a descrição da limitação de movimento (ex: “perda de 45° de extensão do cotovelo”) e a afirmação de que a lesão é definitiva/consolidada.
Relatórios de Fisioterapia/Terapia Ocupacional: Documentos que provem que, mesmo após meses de exercícios, você não recuperou 100% da força ou do movimento.
Exame de Eletroneuromiografia: Obrigatório para casos de choque elétrico. Ele prova que os nervos foram danificados pela descarga, justificando a perda de força ou formigamento.
Fotos da Evolução: Leve fotos do estado logo após o acidente e fotos atuais das cicatrizes. Isso ajuda o perito a entender a gravidade do trauma.
Documentos do Acidente:
CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho): Se o fogo ou choque aconteceu no serviço ou no trajeto.
Boletim de Ocorrência (B.O.): Essencial se a queimadura foi causada por explosão, acidente de trânsito ou incêndio em local público/residencial.
Prontuário de Emergência: Cópia da ficha de entrada no hospital no dia do acidente (mostra a extensão inicial das queimaduras).
Documentos do Trabalho:
Declaração da Empresa: Um documento simples do seu patrão ou RH descrevendo que, após o acidente, você mudou de função ou agora precisa de ajuda de colegas para carregar peso ou manusear ferramentas.
Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP): Se você trabalha em ambiente insalubre ou com eletricidade.
Conclusão: O caminho para seu benefício.
A viabilidade do Auxílio-Acidente por queimadura ou descarga elétrica é um direito de justiça. Se o seu corpo não é mais o mesmo e o seu trabalho ficou mais difícil, o INSS deve compensar essa perda.
Lembre-se: o “não” do INSS não é a última palavra. Muitas vezes, o perito do posto não é especialista em queimaduras. Nesses casos, a via judicial com um perito especialista costuma garantir o direito que foi negado administrativamente.
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